Você sabe o que a Apolo e Albert Einstein têm em comum?

Albert Einstein é notoriamente conhecido pelas suas contribuições na física moderna, sendo fundamental no desenvolvimento da Teoria Quântica. Tal personalidade naturalmente dispensa introduções e encabeça categoricamente o rol de cientistas como Isaac Newton, Maxwell, Hertz, Marie e Pierre Curie, que, direta ou indiretamente, tornaram possível a sociedade altamente tecnológica que temos hoje.

No entanto, o início da carreira acadêmica de um jovem Einstein de 21 anos não foi fácil. Após se graduar em 1900 no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich), na Suíça, Albert Einstein buscava lecionar e, após dois frustrantes anos de insucesso na busca por postos de professor, nosso notório cientista se tornou examinador de pedidos de patentes no Escritório Federal Suíço de Patentes (WIPO) na capital federal suíça, Berna.

A WIPO possui uma grande relevância no contexto de registro de patentes, posto que este é responsável pelos registros internacionais do tipo PCT (Tratado de Cooperação de Patentes, do inglês Patent Cooperation Treaty), que permite um sistema mais eficiente na proteção de propriedade intelectual em âmbito internacional.

Einstein, então, permaneceu trabalhando na WIPO de 1902 a 1909. Durante este período, o cientista publicou diversos artigos científicos e inclusive os quatro artigos (Annus mirabilis papers) que categorizaram a grande contribuição de Einstein com a teoria da relatividade no ano de 1905, conhecido como o Ano Milagroso.

Muitos comentam que a inspiração de Einstein para a teoria da relatividade se deu no escritório da WIPO, com a problemática de sincronismo de relógios, problema notório na época e presente em diversos pedidos de patentes suíços que o nosso jovem cientista avaliava.

Os profissionais da Apolo, por outro lado, compõem a outra parte do processo, de depósito de patentes. Se dedicando em conduzir buscas nas bases tecnológicas disponibilizadas pelas autarquias governamentais internacionais e redigir documentos de patentes para que o avaliador da autarquia governamental, no caso do Brasil, o INPI, entenda o conteúdo pleiteado e defira o pedido.

Muitas vezes temos que pensar como o avaliador do INPI pensa para submeter uma redação de qualidade. Por esta lógica, profissionais da propriedade intelectual na Suíça tiveram que pensar como o examinador de patentes Albert Einstein pensava. … Será que foi uma tarefa difícil?

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